Artesanato
O termo "artesanato" apresenta um significado diferente desde o final do século XIX. Antes da Revolução Industrial, o artesanato foi o único tipo de produção existente, que caiu em decadência devido ao aperfeiçoamento dos métodos mecânicos de fabricação.
As áreas de sobrevivência do artesanato popular no Brasil se concentram na região Nordeste, nas áreas de baixa renda. Além de caracterizar a cultura, o artesanato reflete o relacionamento do artesão com o meio ambiente.
A matéria-prima usada é simples, aquela adiquirida gratuitamente ou comprada por baixo custo. O autor cria com espontaneidade, o que torna a obra naturalmente expressiva.
A ação de produzir o artesanato baseia-se na experiência das mãos, mas não dispensa o uso de pequenas ferramentas.
O artesanato abrange um universo grande de pessoas. Como se verifica na maioria das comunidades, é uma atividade exercida por um contingente expressivo de mulheres.
As técnicas usadas pela Aldeia das Mulheres são artesanais, e isso faz com que as mulheres possam também ser consideradas artistas, quando produzem objetos valendo-se de técnicas como o fuxico e o amarradinho
O artesanato constitui, portanto, vertente potencial de trabalho, principalmente na zona rural e em comunidades excluídas do mercado de consumo. Acrescente-se a isso o fato de que propicia o uso de matéria-prima local, dispensa tecnologia sofisticada, além de ser de grande aceitação pelo setor turístico e modista.
Devido à sua condição educacional e social, o artesão encontra dificuldade de incorporar os avanços tecnológicos nas suas atividades, assim como de abrir canais que o beneficiem com linhas de crédito e empréstimo. A reciclagem constante e o controle da qualidade da produção tornam-se também fundamentais em face da competitividade do mercado.